
O BAMBAÊ DI FULO e um grupo de artistas, entre eles músicos, dançarinos, atores e educadores, que constroem o alicerce dos seus trabalhos pesquisando a cultura popular, voltados sempre para o lúdico, o jogo, a improvisação e a interatividade característicos das festas e danças populares do Brasil.
O nome Bambaê di Fulo deriva das folias de caixa que se “brinca” no Maranhão, ao som das “caixas do divino”, são folias de um povo que cantam, dançam, batucam, bebem e rezam em uníssono, sendo uma forma de arte de natureza dinâmica que se transforma, adaptando-se as novas gerações, estabelecendo um diálogo consciente com seu tempo e mantendo-se sempre viva apesar de toda repressão, discriminação e negação.
Somos artistas encantados pela sonoridade, plasticidade e teatralidade do povo brasileiro, e nos vimos envolvidos com algo mais profundo do que simplesmente a arte como um resultado: o processo de criação de nossa gente, os caminhos que percorrem estes artistas para a elaboração e organização de suas festas, a tradição que envolve nossa cultura, os ritmos que vencem distâncias geográficas e esta presente em diversas manifestações em todos os cantos do pais. Por esta razão trabalhamos com a cultura popular do Brasil interior.
Em nosso trabalho não procuramos fidelidade às manifestações artísticas populares tais como se dão. Não haveria como e nem porque reproduzi-las, já que estão profundamente vivas e em processo constante de transformação. Por isso continuamos investigando e indagando.
Estamos sempre reelaborando e descobrindo através da própria vivencia da brincadeira a melhor maneira, de expressar de forma festiva, as questões que são alicerces da cultura popular brasileira: a alegria como forma de resistência; a fartura de cores, de sons e de comidas; o diálogo entre as brincadeiras; o corpo que trabalha o dia inteiro e depois brinca, reza e rebola; o coro do tambor e das vozes; a arte que se integra à outra; a coragem de falar da fadiga, do trabalho, da morte e da resistência.
“Você quer me mostrar sua cultura? Então Cante e Dance ela”.**
**Palavras de um Índio Guarani.







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